Biblioteca física x biblioteca virtual: quais são as diferenças e qual é o modelo mais viável?

Redação Voomp
Colaborador do Voomp

Crédito: Foto de Stanislav Kondratiev no Pexels

A revolução tecnológica mudou e adaptou diversos conceitos e funções que fazem parte da história e trajetória humana. As bibliotecas físicas fazem parte dessa lista de adaptações. Afinal, a internet tem se tornado uma grande aliada de armazenamento e facilidade nos processos de aprendizado, leitura e pesquisa.

Mas, afinal, entre a biblioteca física e a biblioteca virtual: quais são as diferenças e qual é o modelo mais viável?

É fato,  essas mudanças foram propulsoras para que muitas bibliotecas tradicionais migrassem para o ambiente virtual. Não é de hoje que alguns acervos passam por dificuldades de custeio e baixa procura. Por isso, migrar para a internet pode ser uma forma de manter esses espaços vivos.

No entanto, são várias as diferenças entre uma biblioteca física e uma virtual. Lembrando que é bem comum encontrar espaços físicos que contam com a internet e comunicação de dados para organizar seus processos.

Além disso, também é possível encontrar bibliotecas virtuais que ofereçam suporte e espaços físicos. Ou seja, ambos os modelos podem se complementar, a fim de criar maior conforto e praticidade para os leitores.

 

Diferenças entre as bibliotecas físicas e virtuais

Embora a diferença pareça óbvia, já que um  espaço é físico e o outro é virtual, alguns aspectos exercem grande impacto nos modelos e formas de armazenamento, curadoria, preservação e democratização da informação.

Desde a década de 1970, grande parte das bibliotecas adotou o uso de catalogação online. Já que antes o acervo era constituído apenas de documentos em papel, que poderiam ser facilmente perdidos e danificados com o passar do tempo.

Com a chegada da internet no Brasil em 1981, e o seu crescimento desenfreado, o acesso e a recuperação de informações transformaram-se e, com isso, houve uma grande guinada nos processos comunicacionais, literários etc.

A atualização nas funções dos bibliotecários 

As bibliotecas exercem grande responsabilidade enquanto instituições que promovem o bem estar e evolução social. Por isso, é importante frisar e prezar pela função dos especialistas deste meio, os bibliotecários.

Durante muito tempo, as bibliotecas foram consideradas a principal fonte de conhecimento. Afinal, ao contrário do que vivemos hoje em dia, para fazer pesquisas, aprender um novo idioma, realizar consultas bibliográficas e até mesmo para fazer um trabalho escolar, era necessário contar com os acervos das bibliotecas.

Com um grande número de títulos, os bibliotecários direcionavam e recomendavam os melhores livros para sanar as dúvidas, aprender determinada função ou para exercitar a leitura. Por isso, esses profissionais foram considerados por bastante tempo os verdadeiros detentores do conhecimento.

Com as mudanças promovidas pela internet, os bibliotecários tiveram que acompanhar essa evolução. Nas bibliotecas digitais, esses profissionais atuam como mediadores entre os conteúdos e os estudantes, auxiliando no processo. Além disso, eles também preservam o acervo digital e são os responsáveis por recepcionar e organizar a disseminação dos conteúdos.

No entanto, essa atualização na relação entre bibliotecário e leitor pode ser desafiadora. Afinal, os usuários da internet são bem exigentes, já que possuem acesso as informações de forma rápida e simples. Por isso, eles tendem a ser mais críticos e seletivos.

Obras do mundo todo disponíveis com um simples click

Uma das maiores diferenças entre bibliotecas físicas e virtuais é a disponibilidade de volume, procedência e variedade dos livros. As bibliotecas virtuais proporcionam acesso a obras do mundo todo, de forma rápida, fácil e gratuita. Hoje, podemos consumir obras de autores do outro lado do mundo, o que era inconcebível há alguns anos atrás, por exemplo.

Tudo isso facilita o processo de aprendizagem e enriquecimento cultural da população. Dessa forma, os títulos podem ser acessados de forma democrática, incluindo diversas nações. Felizmente, o processo de globalização garantiu esse feito. Agora, a literatura pode chegar de forma bem mais simples para a grande maioria das pessoas.

Redução de custos com as bibliotecas virtuais 

Ter uma biblioteca virtual também significa redução de custos. Afinal, manter esse negócio pode ser muito mais viável e econômico. Não é preciso se preocupar com o valor do aluguel do local, da água, luz e diversos outros gastos necessários para tornam o acervo seguro e viável.

Além disso, uma biblioteca online garante menos gastos com folha de pagamento e diminui perdas de títulos por conta do tempo ou extravio. É comum que, ao passar por várias mãos, os livros acabem danificados. Para os que possuem o acervo digitalizado, isso não é um problema, devido à facilidade de preservação dos documentos.

Desta forma, e-books, documentos, vídeos e obras clássicas permanecem intactos. Ou seja, não existem prejuízos às publicações e, com isso, o acervo torna-se mais rentável.

Outro ponto que pode encarecer uma biblioteca física é a constante necessidade de manter o acervo atualizado. Adquirir novos títulos significa maiores gastos, além da disposição de espaço físico para armazená-los.

Mais praticidade e facilidade para ler 

Com o dia a dia corrido, inúmeras responsabilidades, trânsito e diversos outros aspectos que tomam tempo no cotidiano, ir até uma biblioteca física pode se um pouco fora de mão para alguns. Afinal, além de se locomover até o local, é necessário procurar pela obra necessária e a apurá-la brevemente para saber se ela está dentro do que você procura.

Na biblioteca virtual, é possível acessar todo o conteúdo desejado de forma rápida e precisa, independente do local que você esteja. O importante é manter uma boa conexão com a internet.

Menos conexão durante a leitura

Embora as bibliotecas virtuais tenham inúmeros pontos positivos, para alguns o momento de leitura é um ato de conexão. Nesse ato, é preciso sentir o livro, segurá-lo e folheá-lo.

Além disso, alguns leitores não se adaptam aos meios de leitura digital, optando por livros físicos. Para esse público, as bibliotecas e livrarias físicas serão sempre estimadas e necessárias.

Por isso, embora a tendência seja cada vez mais a dominância das bibliotecas digitais, sempre existirá um grupo de pessoas apaixonadas pelos acervos físicos. E se você é um entusiasta do mundo digital, talvez seja uma boa conferir o acervo de obras que são consideradas de domínio público. É possível ler as obras completas de Machado de Assis, de Joaquim Nabuco e muito mais.

 

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