Quais as tendências da Medicina para o futuro?

Redação Voomp
Colaborador do Voomp

Crédito: Foto de Pavel Danilyuk no Pexels

A Medicina para o futuro é aquela que acompanha o desenvolvimento da tecnologia e a faz trabalhar a favor dos humanos. Assim, o uso de máquinas, programas de computador, e dispositivos móveis farão parte da nossa rotina em alguns anos.

Ainda assim, a presença de um médico é fundamental para fazer o diagnóstico correto e usar toda a tecnologia para ajudar na cura do paciente ou controlar a evolução das doenças. Assim, o médico precisca conhecer muito bem o corpo humano e fazer um elo com os novos equipamentos.

Assim, pensando lá na frente, a Medicina para o futuro só tem a acrescentar na qualidade dos diagnósticos, tipos de medicação e tratamentos mais eficazes. Tudo isso com menos sofrimento para o paciente, e mais qualidade de vida.

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Tecnologia a serviço da Medicina

Já há algumas novidades que se tornaram realidade, e que vamos ver mais adiante como funcionam. Cirurgia robótica, telemedicina e tecnologias vestíveis são algumas delas. Outras ainda estão em estudo e teste, para um dia serem usadas a nosso favor.

Cirurgia robótica

Ela já é realidade em alguns hospitais brasileiros. Basicamente são braços robóticos que fazem a cirurgia no paciente, todos comandados por um médico altamente experiente. Esse médico, inclusive, pode estar na sala de cirurgia ou não. Pode estar em outro país, até.

O médico comanda os braços robóticos com uma espécie de joystick. As vantagens da cirurgia robótica são enormes: a precisão dos cortes é milimétrica. Assim, o médico consegue fazer cortes precisos com uma possibilidade microscópica de erro.

Outra vantagem é que o médico pode estar em outro local e fazer a cirurgia. Tudo transmitido por internet de alta velocidade. Assim, um médico muito experiente na sua área, mas que mora em outro país, não precisa se deslocar até o hospital. Basta ele comandar o robô.

Telemedicina

Ela já vinha sendo utilizada em casos pontuais, mas com a pandemia do coronavírus, ela se tornou muito mais presente. A telemedicina é a consulta com o paciente a distância, por meio de aplicativos que transmitem conversas em vídeo. Claro que nem todo tipo de consulta é possível por esse método, ainda mais porque há casos nos quais o médico precisa tocar o paciente.

Por outro lado, ela agiliza a marcação de consultas, evitando longas esperas, em casos mais simples ou de acompanhamento. Do lado do paciente, há outras vantagens, especialmente para quem tem dificuldade de locomoção ou é acamado.

Wearables

São os equipamentos vestíveis, vamos dizer assim. Temos exemplares deles, como os smartwatches, que têm sensores com medidores de batimento cardíaco, pressão arterial e contagem de passos. Mas os wearables vão além disso.

Palmilhas, roupas com sensores podem medir temperatura, gasto calórico e até medição de glicose no sangue. Tudo isso sem precisar usar equipamentos desconfortáveis que limitem os movimentos. Essas informações são transmitidas para um dispositivo externo e analisadas por médicos, que podem monitorar pacientes em exames e até atletas.

Pessoas saudáveis também se beneficiam dessa tecnologia, especialmente porque ela pode detectar anormalidades mais sutis. Assim, batimentos cardíacos irregulares ou pressão arterial mais alta são indicativos de algo mais sério.

Nanotecnologia

Imagine poder levar remédios aos locais certos por meio de nanotransmissores. Ou fazer exames como de sangue e endoscopias, com equipamentos minúsculos. Isso será possível com o uso da nanotecnologia, que tem bem a cara da Medicina para o futuro. Os nanorrobôs são controlados por um dispositivo externo ou um computador, que fará as intervenções necessárias.

O que os cientistas vêm fazendo é desenvolver nanorrobôs para fazer intervenções extremamente não invasivas. Imagine poder remover um tumor de um local inalcançável pelas mãos humanas (ou robóticas). Ou administrar um medicamento exatamente no local onde está doente. Ou realizar exames com maior precisão. Essa é uma das grandes tendências em um médio prazo.

Genética molecular na Medicina para o futuro

Essa é outra área em franca expansão. Imagine poder descobrir quais mutações genéticas causam determinadas doenças e poder tratá-las? Uma delas é o câncer, que em muitos casos têm origem genética. Assim, é possível eliminar a causa antes mesmo de ele começar a apresentar sintomas.

Outra grande vantagem é desenvolver tratamentos e medicamentos sob medida. Assim, tendo o mapeamento do código genético do paciente, ele poderá prescrever os remédios mais adequados. Isso evita reações adversas muito intensas ou até alergias. O remédio seria pessoal e intransferível.

Inteligência artificial (IA)

Ela pode ajudar em várias frentes na Medicina para o futuro. Desde ações operacionais, como marcar consultas e organizar prontuários médicos, até ajudar o médico a encontrar diagnósticos na literatura especializada. Em casos mais complexos, o médico pode usar a inteligência artificial para agilizar consultas em periódicos médicos e encontrar respostas ou colegas especializados.

A IA também será extremamente útil na genética molecular, da qual falamos há pouco. Como códigos genéticos são extensos e com muita informação, equipamentos especializados em IA conseguem identificar padrões e determinar quais são os melhores tratamentos para as enfermidades. Isso poupa tempo, e tempo é fundamental, ainda mais com doenças degenerativas ou que requerem atenção imediata.

Impressão de órgãos 3D na Medicina para o futuro

Isso ainda não é possível, mas é questão de tempo. A impressão em 3D de órgãos inteiros é a solução para a enorme fila de pessoas que aguardam órgãos para transplante. As vantagens são grandes. Primeiro, o órgão é feito com células do próprio paciente, o que evita o risco de rejeição. O órgão é feito sob medida para o paciente, e é literalmente um órgão novo – o que pode recuperar sensivelmente a saúde.

Em segundo lugar, não há a necessidade de aguardar um doador para ter acesso ao órgão. Esse processo é lento, porque depende da autorização do doador, da família e da compatibilidade entre doador e receptor. Com a impressão em 3D, a fila para transplantes não existiria mais. As impressoras 3D existem, mas para outros fins. Na área médica, a tecnologia ainda é bastante incipiente para que um órgão possa ser impresso e utilizado.

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