A vida louca dos estudantes de Medicina

Redação Voomp
Colaborador do Voomp

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Você já considerou cursar Medicina? É um “mediciner” esforçado ou já está cursando? Então saiba que se a rotina do vestibulando de Medicina não é nada fácil, a vida do graduando também é dureza. Por isso vamos te mostrar um pouco da vida louca dos estudantes de Medicina.

Pois o “martírio” começa no vestibular. Em 2021, a nota de corte mínima do curso, na categoria de ampla concorrência no Sisu, foi de 744,8.  Já no Prouni, a nota mínima foi 636,90, enquanto outros cursos costumam ficar na casa dos 500 e 400 pontos. 

Quer saber mais?  Então conheça as notas de corte do SISU de todos os cursos e universidades,

Cursar Medicina envolve muita pressão e concorrência

Se você imaginou uma correria sem fim, desafios e muito estudo, certamente acertou. 

Mas não se trata apenas disso.

Para ajudar os estudantes a decidir sobre cursar ou não uma graduação em Medicina, precisamos ir além. Isso, inclui, é claro, compartilhas boas e más notícias.

Bora descobrir? 

Em primeiro lugar, ara traçarmos um pouco dessa vivência, coletamos dados e relatos de sites como o G1, Guia do Estudante e Sinaxys.

Com isso, descobrimos que, atualmente, o número de médicos no Brasil é quase o dobro do que havia no começo do século?

Em números, isso significa que, em 2000, eram 230 mil, e em 2020 chegaram a 500 mil profissionais.

Isso foi atestado pelo  estudo Demografia Médica no Brasil 2020, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com apoio da Universidade de São Paulo (USP).

Dedicação

Esse dado atesta que a concorrência anda a todo vapor em um mercado que, apesar de aquecido, exige muita dedicação para que você se destaque.

Há muita pressão envolvendo um desempenho satisfatório na carreira, e isso se deve a diversos fatores.

Conheça os 6 principais fatores que elevam a pressão dos estudantes de medicina:

  1. Pressão social
  2. Expectativa projetada nos jovens estudantes por conta do prestígio da profissão
  3. Duração longa do curso
  4. Demanda constante de atualizações
  5. Exigência de muita prática
  6. Grande responsabilidade da parte de quem trabalhará com vidas alheias nas mãos.

Pode-se dizer, assim, que cursar medicina é uma escolha difícil.

Ela envolve, principalmente, abrir mão do tempo livre. Consequentemente, os alunos precisam abandonar atividades recreativas. Acabam trocando os “rolês” por leituras e noites de estudo.

Quem é o aluno de Medicina?

Para começarmos a traçar o perfil ideal dos alunos de medicina, podemos elencar algumas características:

  • Têm autonomia para montar o plano de estudos e se organiza;
  • São “protagonistas” da própria carreira, se desenvolvendo sozinho,  mas contando com o auxílio dos professores e orientadores;
  • Participativos, sempre presentes em projetos de extensão e congressos.

Alunos de Medicina estudam de 8 a 12 horas por dia

A questão do protagonismo, por exemplo, está relacionado a um dos pontos cruciais de qualquer graduação em Medicina: a carga horária.

Calma, a gente explica!

Trata-se de um curso que exige, acima de tudo, que o estudante busque formação fora da sala de aula.

Ou seja, não adianta apenas cursas as aulas teóricas e práticas e participar de todos os eventos exigidos.

Aliás, é muito comum que a rotina de um estudante de medicina exija de 8 a 12 horas de estudos por dia.

Portanto, uma dica valiosa para todo estudante de medicina é acumular anotações, observações, livros, e esquemas, para o aprendizado ser mais tranquilo.

Participação e eventos é fundamental

Além da carga horária puxada e do perfil autônomo, o perfil participativo também é importante e está diretamente relacionado com o tipo de especialização escolhida pelo estudante.

Sabe por quê?

A resposta é simples: comparecer a congressos e fazer parte de grupos de estudo voltados para uma área de interesse é um bom caminho para se encontrar dentre as várias áreas da medicina.

Isso sem contar que é uma forma de conhecer mais pessoas, assim construindo uma rede de network.

Estamos falando de redes de relacionamentos que podem, inclusive, ajudar na hora de arrumar um estágio ou uma vaga de trabalho.

Atividades de extensão ajudam o estudante a ter empatia

Já as atividades de extensão, por exemplo, podem incluir  tarefas comunitárias em feiras de saúde.

São ações promovidas, principalmente, em favor de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Mas podemos incluir também eventos de prevenção e de educação social, etc.

De qualquer forma, essas ações são importantes para o desenvolvimento empático e sensível do profissional, além de promover o contato com realidades diferentes.

Qual a carga horária da graduação em Medicina?

Conforme as determinações do Ministério da Educação (MEC), a carga horária da graduação em Medina é de, no mínimo, 7200 horas. 

Essa carga horária dura, em média, 6 anos, divididos em períodos, com aulas práticas e teóricas.

Entretanto, algumas instituições podem incluir programas específicos ou extras na grade curricular. Assim, há universidades que elevam essa carga horária até quase 10 mil horas.

Veja abaixo como funciona a divisão por ciclos do curso de Medicina:

  • Básico: dois primeiros anos, contando com disciplinas introdutórias e teóricas
  • Clínico: terceiro e quarto ano, fase na qual há contato com pacientes
  • Internatoquinto e sexto ano, nos quais o conhecimento será colocado em prática. Atua-se nas principais áreas médicas e também ocorre a apresentação das especialidades

Por fim, é feito o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Para exercer a profissão, é obrigatório o cadastro no órgão.

Como funcionam as especializações

Todos sabem que os profissionais de medicina quase sempre optam por se especializar.

Funciona assim: após se formar, o estudante pode optar por realizar uma pós-graduação ou uma residência médica. No final, ambas irão validar o título de médico especialista.

Mas há diferenças entre se especializar por pós graduação ou por residência!

Isso mesmo!

É que apenas o profissional que buscar se especializar por pós-graduação deverá passar em uma prova de título da Associação Brasileira de Medicina, enquanto a residência não exige tal prova.

Mas, afinal, com isso tudo, dá para trabalhar e estudar Medicina ao mesmo tempo?

Além de um vestibular difícil e um período de curso desafiador, outro ponto “polêmico” na vida de quem se prepara ou já  está cursando Medicina é conciliar estudos e trabalho.

Conforme citamos, a área demanda muito tempo do estudante para estudo, práticas e avaliações, e isso dificulta bastante a possibilidade de trabalhar.

Afinal, mais de 12 horas diárias são dedicadas somente a essa rotina acadêmica, sobrando pouco tempo hábil para atividade laboral.

Em outras palavras, não é impossível fazer ambas as atividades ao mesmo tempo, mas pode ser desafiador e exaustivo.

Por isso, listamos abaixo algumas dicas. Ela podem ajudar os alunos a superar as dificuldades:

  • Requisitar auxílio ou bolsa estudantil, que costuma ser oferecido em universidades públicas e algumas particulares. Entre em contato com cada uma para entender se há a possibilidade;
  •  Recorrer a programas de financiamento ou de bolsas para faculdades particulares como o Prouni e o Fies. Aliás, o Prouni pode oferecer bolsas de até 100%.

Conquistar uma bolsa e/ou financiamento pode ajudar a suavizar os gastos de um curso que está entre os mais caros do Brasil.

Para saber mais sobre essa graduação, descubra o que o curso de Medicina proporciona ao estudante.

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