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7 áreas para quem quer trabalhar com Segurança no Trabalho

A área de Segurança no trabalho vem recebendo uma atenção especial nos últimos anos. Para atender à legislação vigente, com as normas e equipamentos de proteção individual, as empresas devem contar com especialistas no assunto. Isso garante não somente o cumprimento às leis, mas principalmente para evitar acidentes graves.

Para trabalhar com Segurança no trabalho, há cursos superiores tecnológicos que habilitam os profissionais. Ele dura dois anos, e tem uma grade curricular bastante completa. A ideia de criar o curso foi justamente para suprir uma necessidade das empresas, a de cumprir a legislação, que ficou mais rígida.

A Portaria nº 3.214 surgiu para formalizar os tipos de cuidados que as organizações devem ter para resguardar a vida dos trabalhadores. Assim, os profissionais da Segurança no trabalho devem conhecer essas normas, para aplicá-las e fiscalizá-las na empresa.

Vamos ver as áreas onde o profissional de Segurança no trabalho pode atuar.

  1. Empresas privadas

Aqui falamos de maneira geral, tanto de empresas de pequeno, médio e grande porte. Antes de abrir as portas, a empresa precisa da fiscalização do Corpo de Bombeiros. São eles que vistoriam se há saídas de emergência, extintores de incêndio e sinalização no piso. Para adequar as instalações às exigências dos Bombeiros, a empresa pode contratar um consultor. Ele indica os pontos mais perigosos e indica onde devem ser feitas alterações.

Ele verifica também os tipos de perigos mais comuns para cada área da empresa. Por exemplo, onde há riscos de acidentes físicos (como piso molhado), biológicos (como amostras de sangue ou tecidos), químicos (com produtos perigosos), etc. Além disso, ele indica quais são os equipamentos de proteção individual mais adequados. Já empresas maiores requerem funcionários contratados para fazer essa fiscalização de forma intensiva e integral.

  1. Indústrias

Aqui é um desdobramento do item anterior. Grandes indústrias, que lidam com materiais perigosos ou tóxicos, precisam de um departamento de Segurança no trabalho de forma integral. Afinal, os funcionários, ainda mais os da linha de produção, estão em contato constante com o risco. Assim, qualquer deslize pode causar um grave acidente.

Dessa forma, o profissional precisa avaliar sempre como anda a manutenção do maquinário, a iluminação do ambiente, a temperatura local e se os produtos estão dentro do prazo de validade. Tão importante quanto isso é analisar a quantas andam os equipamentos de proteção individual. Não só se eles estão funcionando a contento, mas se os funcionários estão usando corretamente.

  1. Setor público

Os servidores públicos trabalham em grandes repartições, e eles precisam ter a sua segurança garantida. Da mesma forma que nas empresas, o profissional de Segurança no trabalho precisa verificar se os extintores de incêndio funcionam e se as saídas de emergência estão em boas condições. Além disso, ver se o sistema elétrico funciona bem, se há áreas perigosas que devem ser sinalizadas, entre outros.

Isso vale para as repartições que funcionam como escritórios quanto para fábricas que lidam com produtos perigosos. Aqui o cuidado é outro. É cuidar para que os servidores possam trabalhar sem correr riscos de acidentes.

  1. Setor de saúde

Aqui a Segurança no trabalho tem um cuidado especial. Tanto em hospitais quanto em Unidades Básicas de Saúde, o risco biológico é muito grande. Aqui falamos, por exemplo, de agulhas, seringas, gaze, algodão, copos de água, pratos, e até lençóis que tiveram contato com pacientes. Tudo isso deve ser destinado corretamente ou desinfetado de forma especial.

Para estabelecer essa rotina de forma segura, o profissional de Segurança no trabalho deve estabelecer regras para todos os departamentos. Assim, ele mostra como descartar ou desinfetar os materiais infectantes. A limpeza dos corredores, salas de cirurgia, de medicamentos, ou quartos também têm procedimentos especiais. Essas regras ficam a cargo do especialista.

  1. Trabalhos em altura

Você já viu limpadores de janelas de prédios altos? Ou aqueles que fazem reparos nas enormes torres de transmissão de energia elétrica? É um trabalho arriscado, que tem legislação própria, bem como equipamentos de proteção especiais. O profissional de Segurança no Trabalho deve se atentar à qualidade desses equipamentos para garantir que o funcionário possa desempenhar seu trabalho sem correr riscos de queda.

Esses funcionários são treinados também para lidar com o trabalho em altura, bem com saber usar os equipamentos. E esse treinamento é responsabilidade do profissional de Segurança no Trabalho. Ele precisa ter certeza que os funcionários estão com o treinamento em dia e sabem utilizar bem os equipamentos.

  1. Construção Civil

Nesse campo, o risco de acidentes é bastante grande, se não há o responsável pela Segurança no Trabalho. São vários funcionários trabalhando ao mesmo tempo em situações arriscadas. Exemplos disso são mexer com cimento, betoneiras, guindastes, ficar em locais altos, carregar blocos e sacos de cimento. Assim, a quantidade de equipamentos de proteção individual é grande, para garantir que eles não se acidentem no processo.

Quando uma obra começa, o profissional de Segurança no Trabalho verifica os locais de maior perigo, e já faz o mapeamento dele. Ele deve instruir os funcionários sobre como atuar nesses locais, os equipamentos adequados e como utilizá-los. Além disso, ele sempre precisa fiscalizar se está tudo indo bem. Assim, o risco de acidentes diminui consideravelmente.

  1. Agropecuária

O campo requer atenção constante. Afinal, os trabalhadores lidam com maquinário pesado, uso de defensivos agrícolas e tratores. Dessa forma, o profissional em Segurança no Trabalho precisa se certificar que os funcionários saibam guiar as máquinas que vão para a semeadura ou colheita. Muitas vezes, eles lidam com lâminas, peso ou movimentos grandes, que podem atingir quem está em terra.

Outro ponto importante é o uso correto de defensivos agrícolas. Por serem tóxicos, eles devem ser muito bem manuseados, para que não atinjam pessoas ou animais. Um detalhe que deve ser visto é que as embalagens desses defensivos não podem ser descartadas no ambiente. Precisam ser devolvidas de forma especial, para evitar contaminação. Além disso, tem as roupas específicas, com máscaras para evitar a inalação do produto. Esses cuidados devem ser vistos pelo profissional, visto que ele conhece as exigências da legislação.

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