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Como conseguir estágio em Investigação e Perícia Criminal?

A Investigação e Perícia Criminal é para quem gosta de ir a fundo em mistérios, descobrir motivos para determinados acontecimentos e curte ver séries policiais. Investigar um crime requer uma série de conhecimentos para que se chegue aos suspeitos, ou as causas de determinado evento. Afinal, a investigação tem requisitos que precisam ser cumpridos, e isso o curso e o estágio fornecem.

Antes de mais nada, vamos falar do curso em si. Ele é oferecido na modalidade superior tecnológica, e dura entre dois anos e dois anos e meio. Essa modalidade forma profissionais especializados em áreas bem determinadas, por isso o tempo de curso é menor. Além disso, o conhecimento é mais focado na prática, assim, o estudante tem contato com as rotinas da investigação e perícia boa parte do tempo.

Disciplinas do curso

Quem entra na faculdade de Investigação e Perícia Criminal (que pode ganhar outros nomes, dependendo da instituição), tem uma grade curricular bem peculiar. Tem aulas de Direito Penal, Constitucional, Financeiro e Processual Aplicado, por exemplo. Esse “aplicado” é porque ele é voltado especialmente para a área de atuação. Mas também tem matérias sobre Criminologia, Direitos Humanos, Investigação, Perícia Forense e Ética.

Isso que a lista de disciplinas vai longe. Mas tem um propósito: fornecer um panorama abrangente da área, como se trabalha, o que se faz e quais os métodos. Há limites também na investigação: métodos para se conseguir provas, por exemplo, seguem determinados padrões. Assim, o profissional de Investigação e Perícia Criminal faz seu trabalho dentro da lei.

Como estagiar em Investigação e Perícia Criminal?

Uma vez na universidade, o estudante pode ficar de olho nos estágios que aparecem no ambiente virtual de aprendizagem das faculdades, por exemplo. Mas há outras áreas interessantes. Uma delas, que vem se expandindo, é em empresas de segurança privada. São aquelas que oferecem sistemas de vigilância doméstica 24h, com equipamentos que detectam movimentos estranhos ou pessoas não autorizadas.

Um estagiário aprende como fazer a avaliação do local onde o sistema será instalado, os locais mais vulneráveis, e quais os aparelhos que devem ser instalados. Afinal, cada caso é um caso, e o estagiário – sempre acompanhado de um profissional – vai aprender como fazer essa avaliação.

Empresas de transporte de valores também podem aceitar estagiários. Elas lidam com transporte de altas quantias de dinheiro ou itens valiosos, e fazer uma perícia no local para identificar possíveis falhas é uma de suas atribuições.

Tem também as que prestam serviços de segurança pessoal, conhecidas antes por ‘guarda-costas’. O profissional precisa avaliar o local por onde a pessoa protegida vai passar, analisar locais de perigo, distribuir os seguranças e preparar tudo para que ela possa passar sem correr riscos.

Como é o trabalho na Investigação e Perícia Criminal?

Uma vez no mercado de trabalho, o profissional pode lidar com diversas situações que impliquem investigação e perícia. Empresas de seguros, por exemplo, são uma delas. Ao relatar um sinistro (que são as ocorrências para as quais o segurado contratou o seguro), o investigador precisa saber quais foram os danos ao bem. Pode agir com a autoridade policial para encontrar veículos roubados, ou periciar um automóvel que sofreu um acidente.

Percebeu que não falamos de estágio na Polícia? Para entrar na Polícia Civil, que é a que conduz investigações, é preciso ser aprovado em concurso público e passar pelo treinamento na Academia de Polícia. E, neste caso, o profissional precisa ser graduado já em Investigação e Perícia Criminal.

O perito analisa todos os tipos de provas deixadas na cena do crime. Por isso é fundamental que ela seja preservada: nada seja tirado do lugar, ou passe por alguma limpeza. Os peritos precisam ver a posição dos móveis, se há marcas de sangue, objetos em locais estranhos, colher impressões digitais, entre outros. Vale também solicitar exames de DNA para comparar com evidências na cena do crime. Isso vale para bitucas de cigarro, guardanapos de papel, e até marcas de sangue.

Como a investigação contribui para o processo?

Os peritos sabem recolher provas e evidências do crime, bem como descrever a cena. A posição dos corpos, se houver, diz muito sobre as circunstâncias da ocorrência. Manchas de sangue também ajudam muito os profissionais. Uma vez com essas informações e as evidências físicas, tudo é levado a um laboratório.

Analisam-se as impressões digitais encontradas, comparam-se os projéteis de armas no chão (ou se forem retirados das vítimas), as marcas de sapatos no chão, entre outros. Embora o profissional em Investigação e Perícia Criminal não possa realizar a necropsia do corpo (isso é atribuição do médico legal), ele saberá interpretar a causa da morte e ligar com as demais evidências encontradas.

Isso ajuda muito o trabalho do delegado, que terá mais informações sobre as pessoas envolvidas no crime, parentes da vítima e quem esteve com ela antes de ser assassinada. Assim, juntando as peças, o delegado consegue concluir o inquérito e levá-lo à Justiça, que fará o julgamento.

Onde mais se trabalha em Investigação e Perícia Criminal?

Nem só de investigação de crimes vive o profissional de Investigação e Perícia Criminal. Ele pode atuar em perícias contábeis, que é quando o contador faz uma análise minuciosa de documentos contábeis para descobrir fraudes. Por exemplo: a diretoria de uma empresa suspeita que alguém do departamento financeiro vem desfalcando o caixa da instituição. A pedido da diretoria, uma investigação é aberta e a perícia é requisitada.

Embora quem assine o laudo seja o contador, ele tem muito a ganhar com o trabalho do investigador. Analisando os balanços contábeis, entrada e saída de valores, o investigador consegue apontar inconsistências, e ajuda o contador a identificar o problema e quem é o responsável.

Tem também o trabalho de perito digital. Em tempos de internet e transmissão de informações, quaisquer vazamentos de dados são um grande problema. É aí que o perito digital entra: ele vai investigar por onde os criminosos entraram no sistema da empresa e como sanar o problema. Muitas vezes dá até para identificar o autor do crime e levá-lo à polícia.

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