Qual a duração do CST em Podologia?

Redação Voomp
Colaborador do Voomp

Crédito: Foto de Barry Plott no Pexels

Cuidar do pé é algo que deveríamos fazer com mais frequência: é ele quem sustenta o peso do nosso corpo. Afinal, ele passa por cada situação digna de um filme de aventura. Pisa em locais irregulares, pontiagudos, ásperos, entre outros. E quando acontece algo que machuca a pele ou a unha dos pés, para quem recorremos? Ao profissional da Podologia!

A Podologia é a área da saúde que trata da anatomia e patologia dos pés. Diferente do pedicure, que trata as unhas e a pele de forma superficial, o podólogo pode realizar determinados procedimentos mais amplos. Vamos ver o que é e quanto dura o curso.

O que é o curso?

O curso superior tecnológico (CST) em Podologia dura dois anos e meio. Por ser um curso superior, o aluno recebe um diploma no final, que o capacita para trabalhar na área. O curso superior tecnológico, diferente da licenciatura e bacharelado, tem uma abordagem mais prática da profissão. Dessa forma, o curso de Podologia vai atuar somente sobre os pés e os procedimentos que os futuros podólogos vão fazer.

Outra vantagem dos cursos tecnológicos é que, por serem mais curtos, o aluno leva menos tempo para entrar no mercado de trabalho. Há várias vagas que são destinadas a tecnólogos, por exemplo. Mas nada impede que ele venha a fazer uma pós-graduação ou um outro curso superior.

Já os cursos em nível de licenciatura capacita os alunos a darem aulas nas escolas no no ensino fundamental e médio. O bacharelado dá uma visão mais ampla de um campo de estudo, por isso a duração desta modalidade é maior. Mas em todos os três casos, são cursos de nível superior.

O que tem no curso de Podologia?

O estudante tem aulas de anatomia, posturologia, microbiologia, fisiologia e farmacologia, para ficar em algumas delas. Por que estas disciplinas são importantes? Elas vão mostrar ao aluno o pé por um outro ponto de vista.

Dessa forma, ao ter aulas de anatomia, é possível ver músculos, tendões e nervos, para saber como lidar com o pé de uma pessoa diabética, por exemplo. Ou para tratar de uma verruga plantar, conhecida também como ‘olho de peixe’, que fica bem na sola e é extremamente incômoda. Ou calos que vêm e voltam. Ou fissuras no calcanhar, que são bastante dolorosas.

Assim, os dois anos e meio do curso são suficientes para que o aluno possa ter contato com todo esse panorama dos pés para saber tratá-los. O curso pode ser feito presencialmente ou à distância, da forma que for mais conveniente ao aluno.

O que faz um podólogo?

Ele não vai somente lixar os pés ou arrumar as unhas. Ele pode realizar procedimentos mais amplos, como o tratamento das calosidades, olho de peixe, unha encravada, micose, mau cheiro, e alguns tipos de joanetes. Ele também é um ótimo consultor para escolher o melhor calçado para o seu pé. Mas devemos lembrar que o podólogo não é médico: assim, ele não faz cirurgias que precisam cortar a pele e dar pontos.

Por outro lado, seu trabalho faz toda a diferença em determinados tipos de problemas nos pés. Um deles é o cuidado do que se conhece como pé de risco. Um exemplo disso é o pé diabético. A diabetes causa, entre outros problemas, má circulação nos membros inferiores, nos casos não controlados da doença. Isso acaba causando feridas que não cicatrizam e infeccionam. Se não for tratado, pode levar até a amputação

Assim, a Podologia tem todas as ferramentas necessárias para cuidar bem desse pé. O profissional poderá lidar com ferimentos, cortes de unhas, o uso de produtos específicos, recomendar calçados macios e tudo o mais. O cuidado de um pé diabético é constante, bem como o controle da diabetes, para que o paciente possa realizar suas atividades.

Podopediatria

Quando a criança está aprendendo a andar, o podólogo pode atuar com um orientador nesses importantes primeiros passos. Quais calçados usar, a forma de levar a criança para caminhar, até que ela possa andar sozinha.

Podogeriatria

É uma das áreas que mais requer profissionais. Muitas vezes os idosos não conseguem tratar dos próprios pés, e um podogeriatra faz um tratamento completo, levando em consideração as características dos pés de pessoas com mais idade.

No esporte

Atletas usam muito o corpo – e os pés mais ainda – e um podólogo é fundamental para mantê-los a pleno vapor. E aqui entram os esportes mais variados, do atletismo ao futebol, passando pela natação, tênis e vôlei. Afinal, um pé com problemas afeta o desempenho do atleta.

Podologia laboral

Em ambientes de trabalho que requerem calçados especiais, o trabalho do podólogo é essencial. Ele saberá orientar os funcionários a usar corretamente o sapato, bem como adaptá-lo às características únicas de cada pé. Isso ajuda, no futuro, a evitar problemas de má postura, dores nas costas e surgimento de doenças nos pés.

Mercado de trabalho

É uma área em expansão e que permite trabalhar em locais variados, como consultórios, academias de ginástica e casas de repouso para idosos, por exemplo. É também possível atender em domicílio – desde que o problema a ser sanado não dependa de procedimentos mais complexos.

Os podólogos podem atender em consultórios – seus ou com outros profissionais. A vantagem é poder diluir os custos de manutenção do prédio com os demais profissionais, e tem um fluxo maior de pessoas.

Em casas de repouso, eles podem ser contratados permanentemente ou fazer visitas esporádicas, a depender da quantidade de idosos. A qualidade de vida deles muda muito com um bom cuidado nos pés – ainda mais para quem já tem alguma dificuldade para caminhar.

Em academias de ginástica ou clubes esportivos, o podólogo trata de problemas que incomodem o atleta e prejudiquem seu desempenho. Por exemplo, tratar de unhas encravadas, calos, olhos de peixe e o correto tratamento de micose tem um efeito poderoso no final das contas.

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